quinta-feira, janeiro 24

Policias Militares negam ter matado reféns em Milagres

Ainda no mesmo dia da tentativa de ataque aos bancos, em um intervalo de algumas horas, um oficial do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) deu dois depoimentos à Polícia Civil, explicando o que ocorreu na ação que resultou na morte de seis reféns.

O Jornal o  POVO apurou que, em Boletim de Ocorrência (BO), o oficial, de identidade preservada, afirma que foi possível ver que os criminosos atiravam em reféns. Não é dito, porém, quais eram essas vítimas, já que, nas proximidades do banco, havia, pelo menos, dois grupos de reféns. Um deles com cinco pessoas – a família que vinha do aeroporto de Juazeiro do Norte em direção à Serra Talhada (PE). O outro era composto também por uma família, que igualmente, vinha do aeroporto. Porém, estes iam a Brejo Santo, município vizinho a Milagres. O BO tem como hora de comunicação 5h39min. Ainda é afirmado que, ao final da ação, foi possível constatar que, pelo menos, quatro bandidos foram mortos – deduziu-se que eram assaltantes por usarem capuz. Um outro ainda havia sido ferido. Porém, com o tiroteio, parte do grupo fugiu.

Conforme a narrativa do oficial, os militares tomaram conhecimento do ataque um dia antes. Sabiam apenas, no entanto, que ocorreria na região. Só descobriram que era em Milagres ao passar pela cidade e a composição ouvir tiros. Os PMs já foram recebidos a bala pelo bando, que contava, aproximadamente, com 30 homens. As informações que constam no BO corroboram o depoimento de um outro oficial, também do Gate, prestado por volta das 6h20min. Muitas das frases chegam a ser iguais nos dois documentos.

Já em depoimento, tomado pouco antes das 12 horas, o oficial apontava outras informações. Segundo ele, seria impossível que a família pernambucana tenha sido morta pela PM. “A equipe policial vinha em progressão pela lateral do Banco do Brasil, ou seja, sequer tinha contato visual com as cinco vítimas no momento do confronto”. Os policiais, entretanto, notaram os dois reféns que estavam ao lado do Banco do Brasil. 

Foi ordenado que os dois ficassem abaixados para se protegerem. A sexta vítima, Francisca Edneide da Cruz Santos, foi morta dentro do Celta, encontrado na BR-116. O oficial, no entanto, disse que não houve confronto com os ocupantes deste carro. Ele afirmou não saber detalhar o que houve com o Celta.

Nenhum fuzil apontado como pertencente aos assaltantes foi apreendido. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Sergipe (SSP-SE) afirma ter certeza que o ataque ocorreria em Milagres. “Repassamos informações detalhadas, até a placa dos carros que seriam usados”, afirmou o delegado Dernival Eloi.

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