Prefeitura de Fortaleza dará bolsas para incentivar médicos a trabalhar em postos de saúde

A prefeitura de Fortaleza vai contar com um programa de incentivo para que médicos trabalhem na área de atuação primária, segundo informou o povo.

Segundo o jornal, o projeto de lei para a criação do Programa Médico Família Fortaleza foi assinado ontem pelo prefeito Roberto Cláudio e foi encaminhado à Câmara dos Vereadores. O programa oferecerá bolsas para incentivar médicos a trabalhar em postos de saúde, principalmente em áreas da Capital de maior vulnerabilidade e menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

 

Conforme a secretária municipal da Saúde, Joana Maciel, o programa deve preencher vagas desocupadas pela saída dos cubanos com o fim da parceria internacional do Programa Mais Médicos e pela desistência de outros profissionais brasileiros no mesmo programa. “Aqui em Fortaleza já chegamos a ter 230 profissionais do Programa Mais Médicos. Hoje estamos com 178, esses médicos não foram repostos. Quinze cubanos foram repostos e outros profissionais acabaram desistindo”.

 

Apesar de já ter sido assinado, o Programa Médico Família Fortaleza será lançado oficialmente apenas na quinta-feira, 20. “Hoje nós temos grande dificuldades em fazer com que os profissionais optem pela atenção primária, a maioria dos profissionais prefere estar em clínicas especializadas”, contextualiza Joana Maciel. Os profissionais da atenção primária atuam em postos de saúde, sendo a “porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS)”, como pontua a secretária.

 

A lei prevê valorização, aperfeiçoamento e educação permanente dos profissionais de saúde na área de atenção primária. O Programa Médico Família Fortaleza contará com a supervisão presencial e à distância, desenvolvida por tutores de instituições públicas de educação superior, durante doze meses. A participação efetiva e regular será requisito para o recebimento das bolsas.

 

O coordenador da atenção primária à saúde de Fortaleza, Rui de Gouveia, diz que a ideia é suprir todas as necessidades de cobertura médica nos postos de saúde. Segundo ele, o SUS em Fortaleza já tem atualmente cobertura ampla, se comparada a outras capitais, atendendo em torno de 60% da população.  

 

Porém, ele calcula, por cima, que os postos têm uma carência de 50 a 60 profissionais médicos. “Existem áreas que ainda precisam completar as equipes para que possam atender 100%”.

 

“Atenção primária, além de ser o primeiro nível de atenção, é um nível de contato. Não é só um primeiro contato como se fosse uma escadinha. A escada só existe por causa da atenção primária”, enfatiza Rui. Ele afirma que o programa dará foco a localidades em todas as regionais que os médicos geralmente não escolhem caso tenham outras opções. “A ideia é dar todas as condições para que o profissional visualize como ele pode transformar a realidade daquelas pessoas”, justifica.

 

Números

 

178 é o total de profissionais atuando pelo Mais Médicos em Fortaleza

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