Ceará tem previsão de 2.200 novos casos de câncer de mama

A estimativa 2018 do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca)/Ministério da Saúde (MS) é que haja 2.200 novos casos de câncer de mama no Ceará. A previsão para todo o Brasil é de 59.700 novos casos para cada ano do biênio 2018/2019. No mês de outubro, dedicado ao combate à doença em todo o País, o Instituto do Câncer do Ceará (ICC) e o Hospital Haroldo Juaçaba promovem o I Simpósio Multidisciplinar do Câncer de Mama, na Faculdade Rodolfo Teófilo, no Centro.

 

Em 2016, foram 56.790 casos da doença em todo o Brasil. Os dados divulgados pela pasta apontam que, naquele ano, ocorreram 16.166 mortes no País em decorrência do câncer de mama, sendo 647 no Estado.

 

As razões para o crescimento do número, de acordo com o mastologista Olívio Feitosa, do ICC, tem relação com dois fatores: aumento da expectativa de vida e detecção da doença. Em 2017, o tempo médio de vida da mulher chegou a 79 anos e, com isso, aumentaram as chances de tumores. O diagnóstico ampliado, no entanto, ainda não chegou ao Interior. A porcentagem de cura do câncer de mama quando descoberto em estágio inicial, segundo o Inca, é de 95%.

 

O que se percebe, segundo o especialista, é crescimento na faixa etária entre 45 e 65 anos, que está relacionado a uma série de fatores. Má alimentação e falta de atividade física são as principais causas.

 

No Interior, principalmente, o tema ainda é tabu. As mulheres sentem um “caroço” na mama e, segundo o médico, têm medo de procurar um especialista para diagnosticar o problema. Ou ainda, quando se dão conta do tumor têm dificuldade de encontrar mamógrafo e profissionais especializados.

 

“Não necessariamente as mulheres estão se cuidando mais. No Interior do Nordeste, por exemplo, chegam muitos casos já avançados da doença. O que a gente percebe é que aumentou o diagnóstico, mas não diminuiu o tempo de espera da mamografia”, avalia o médico.

 

A recomendação para realizar a mamografia é a partir dos 40 anos para mulheres que não tiveram casos na família, envolvendo mãe, avós ou irmãs com câncer.

 

Não foi o caso de Cinthia Caldas, 33. A assistente administrativa optou por fazer os exames desde os 29 anos porque a mãe confirmou o tumor aos 38. 

 

Aos 32, Cinthia descobriu um nódulo na mama, que confirmou ser da doença. 

 

“No primeiro momento, eu me assustei. E como já tinha exemplo bem sucedido na minha família, recebi apoio deles, dos meus colegas de trabalho. E comecei logo o tratamento”, conta ela, que já terminou a quimioterapia e a radioterapia.

 

Para Solange Rocha, 60, a descoberta do câncer de mama foi um baque. No ano passado, a técnica de laboratório teve detectado, na mamografia realizada no ICC, um tumor de 2,5 cm. “Foi o médico Paulo Coelho que encontrou o tumor e me salvou. Retirei só o quadrante, fiz quimo e radioterapia. Caiu o cabelo, mas eu ganhei minha vida”, comemora.

 

SERVIÇO

 

Programação – Outubro Rosa

 

I Simpósio Multidisciplinar de Câncer de Mama

Data: 2/10

Horário: das 7h30min às 17 horas

Local: Faculdade Rodolfo Teófilo (avenida Imperador, 1350 – Centro)

Terceira edição do Cocó Rosa e Azul: juntos por mais saúde

Data: 21/10

Horário: das 7h30min às 10h30min

Local: Anfiteatro do Parque do Cocó

Jornal O Povo

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