Assembleia Legislativa do Ceará terá ao menos 21,7% de renovação

Com parlamentares trilhando novos caminhos, a Assembleia Legislativa do Ceará passará por uma renovação mínima de 21,7% da bancada para a próxima legislatura. O levantamento não leva em consideração a mudança natural que acontece com o resultado das urnas e o ingresso de novos nomes. Dos 46 deputados em exercício, seis desistiram de participar do pleito e quatro buscarão vaga na Câmara dos Deputados. Os outros 36 querem reeleição.

 

A lista de seis nomes é composta por Gony Arruda (PP), Mirian Sobreira (PDT), Roberto Mesquita, (Pros), Joaquim Noronha (PRP), Odilon Aguiar (PSD) e o suplente em exercício, Manoel Santana (PT).

 

A desistência mais recente foi de Arruda. O parlamentar exerce quinto mandato consecutivo, desde que foi eleito em 1998. Contatado, ele se recusou a comentar o motivo da desistência. Pelo Facebook, entretanto, no último dia 15, falou sobre a força que influente liderança municipal tem na consolidação ou não da preferência popular, sobretudo na reta final da campanha. “Como é de conhecimento público a perda que eu tive de aliados políticos em algumas cidades nas últimas semanas, fica, portanto, difícil a minha campanha”, explicou.

Ao O POVO, Odilon Aguiar (PSD) disse que não participará do pleito por motivos pessoais e declarou apoio à candidatura de Domingo Filho (PSD). “Estava na hora de ele voltar para a política”, acrescentou. Entretanto, o ex-presidente do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) teve registro barrado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE), e saiu da disputa para apoiar a esposa, Patrícia Aguiar (PSD), para o cargo de deputada estadual.

 

Já Mesquita diz entender que a política tem que ser renovada. No terceiro mandato, afirma estar deixando o cargo com a cabeça erguida por ter “cumprido meu papel”. No entanto, destaca que segue na vida política, sem especificar de que modo. Sem mandato, projeta, dará atenção à família.

 

Alegando problemas de saúde, Mirian Sobreira foi uma das primeiras a anunciar que não tentaria reeleição. A sigla chegou a registrá-la para concorrer a uma vaga na Câmara do Deputados, mas a candidatura não avançou. Ela lançou o filho, Marcos Sobreira (PDT), para a disputa de uma vaga na Assembleia Legislativa.

 

A reportagem do O POVO tentou falar com o deputado Noronha, que não atendeu as ligações durante a tarde de ontem. O mesmo ocorreu com Santana. Ele ainda foi contatado por e-mail enviado às 15h56min.

 

Além dos desistentes, há quatro políticos que desejam trilhar novos rumos eleitorais. Rachel Marques (PT), Robério Monteiro (PDT), Tomaz Holanda (PPS) e Capitão Wagner (Pros) desistiram da reeleição para tentar vaga na Câmara dos Deputados.

 

As siglas mais atingidas pelas mudanças foram Pros, PDT e PT que deixam de ter dois parlamentares, cada, tentando reeleição na Assembleia.

 

Nas eleições passadas, em 2014, houve renovação de 52,1% dos parlamentares estaduais. Dos 46 deputados, apenas 22 foram reeleitos. Já a bancada feminina acumulou crescimento de 40%, passando de cinco para sete.

 

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