Tufão avança na China após matar 59 nas Filipinas; EUA seguem em estado de alerta

O tufão Mangkhut avançou neste domingo com ventos de até 162 km/h contra algumas das áreas mais populosas da China, depois de deixar ao menos 59 mortos durante sua passagem pelas Filipinas.

As mortes forma causadas sobretudo por deslizamentos de terra causados pelas fortes chuvas.

Considerada a tempestade tropical mais forte de 2018, o Mangkhut forçou 2,45 milhões de pessoas a deixar suas casas na China.

A ilha de Hong Kong foi colocada em estado máximo de alerta, e residentes foram advertidos a permanecer dentro de casa para evitar serem atingidos por destroços da tempestade. Ainda assim, estima-se que mais de 200 pessoas tenham ficado feridas na passagem do tufão.

O nível das águas subiu quase 3,5 metros em alguns pontos da ilha.

Mais de 800 voos foram cancelados no Aeroporto Internacional de Hong Kong, afetando mais de 100 mil passageiros.

Ali perto, em Macau, pela primeira vez na história, os famosos cassinos do território foram ordenados a fechar suas portas.

A tempestade Mangkhut deve perder força na terça-feira, à medida que avançar pela populosa província de Guangdong.

Deslizamento de terra nas FilipinasDireito de imagemEPA
Image captionDeslizamentos de terra foram as principais causas de morte durante passagem do tufão pelas Filipinas

O Mangkhut chegou a receber alerta nível quatro por autoridades filipinas. A última tempestade que recebeu esta classificação foi o supertufão Haiya, uma tragédia que matou mais de 7 mil pessoas em 2013.

As tempestades tropicais intensas são chamadas de furacões no Oceano Atlântico e no nordeste do Pacífico e de tufões no noroeste do Oceano Pacífico.

Nos EUA, risco de enchentes e deslizamentos

Nos EUA, onde a tempestade Florence deixou ao menos 14 mortos e forçou o governo a declarar situação de desastre no Estado da Carolina do Norte, ainda há preocupações quanto ao avanço dos ventos e chuvas.

O governador da Carolina do Norte, Roy Cooper, afirmou que o “risco a vidas está crescendo” e que as pessoas devem manter distância das estradas, uma vez que muitas estão sob risco de enchentes.

Apesar de ter perdido força desde que chegou à costa americana, na sexta-feira, e já ser considerada uma depressão, a Florence tem causado fortes chuvas nas Carolinas do Norte e do Sul.

Em seu último comunicado, o governador Cooper aformou que a tempestade “nunca esteve tão perigosa quanto agora” neste domingo, com a alta nos níveis dos rios, com enchentes em diversos pontos do Estado e com o alto risco de deslizamentos de terra.

Mais de 900 pessoas já foram resgatadas de áreas inundadas no Estado.

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